Verbo de ligação


Amor de mãe – contação de história
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Há 35 anos sem Elis
24/01/2017, 23:00
Filed under: Data, Prosa

Tu sabias que carregavas uma gema preciosa. Essa voz que não me atrevo a adjetivar.

Onde aprendeste esse saber tão vasto que encantava nossos ouvidos e desconcertava os músicos mais experientes? Ninguém carrega tão raro talento por acaso.

O problema é que gente não vem com manual de instruções e ajustar tanta grandeza num corpo humano não é tarefa fácil. Às vezes, tão árdua que não dá tempo.

Mas só tu conheceste a dor e a glória de ser Elis Regina.

Onides Bonaccorsi Queiroz

elis-regina

Elis Regina, morta em janeiro de 1982 (Foto: internet)

 



Verbo de Ligação – Sete anos
23/05/2016, 16:51
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7 AZUL



verbo de ligação – seis anos hoje!
21/05/2015, 00:06
Filed under: Data | Tags: ,

seis anos 4



minha fada
09/05/2015, 09:57
Filed under: Data, Fotografia, Prosa | Tags: , ,

Mamãe é fada

bonita e boa

que me protege

e abençoa.

Suave névoa me envolve hoje: estou permeada pelo sonho que tive pela manhã.

Era com a minha fada.

Eu estava deitada de bruços, na cama. Acordei quando ela entrou no quarto. Afagou-me as costas, os cabelos, me beijou. Como quando eu era criança.

De olhos fechados, resolvi fingir que continuava dormindo, para espreitar melhor seu carinho. Tão bom.

Puxou a manta, me cobriu. Dentro de mim pulsou a ternura. Mesmo grande, eu ainda era a sua filhinha.

É nessa doce névoa que estou envolta hoje.

Onides Bonaccorsi Queiroz

Ágata (Foto: Adriana Bonaccorsi Queiroz)

Ágata (Foto: Adriana Bonaccorsi Queiroz)



dezessete

Dezessete homens da Polícia Militar do Paraná se negaram, esta semana, a entrar em confronto com a população. Em sua maior parte, eram professores que protestavam, em Curitiba, contra a manobra de autoridades que desejam usurpar recursos da classe para pagar a conta da incompetência na administração pública.

Dezessete homens – e talvez mulheres – se recusaram a combater um movimento pacífico e justo, realizado por um dos segmentos mais fundamentais na formação da sociedade e – disparate – mais desprezados.

Dezessete homens não se dispuseram a avançar contra o povo, a atirar contundentes projéteis de borracha, a soltar cães ferozes sobre trabalhadores, a lançar, no meio da multidão, bombas de efeito moral – “moral”? Oh, ironia…

Dezessete homens – também já se falou em cinquenta – perceberam o equívoco e encontraram dentro de si envergadura ética para resistir e dizer: eu não!

Eles sabiam que então seriam punidos, dentro da corporação, com prisão e talvez exoneração. Que seriam discriminados – e até mesmo invejados – por muitos colegas de batalhão que não compreendessem que o discernimento é um valor mais elevado que a obediência. Mas, como a consciência traz a coragem para realizar a tarefa necessária, eles puderam seguir seu intento.

Dezessete. Queria saber quem são eles, olhar nos seus olhos, ouvir suas histórias e aspirações. O que pensaram, o que sentiram, o que farão? Queria saber como foram educados, como era o ambiente da sua infância, dos seus lares.

Queria beijar a mão de suas mães, que souberam cultivar na alma deles terrenos propícios para que tivessem um coração pulsante e compassivo. E também a mão de seus pais, que não se furtaram a estabelecer os limites indispensáveis para que esses homens tivessem condições de agir como tanta grandeza e honra.

Cada um desses valorosos homens deve orgulhar não apenas seus filhos, suas esposas, familiares e amigos, mas toda a nação humana. Porque quando, diante de um cenário tão lamentável que nos arranca dolorosas lágrimas, nos deparamos com tamanha dignidade, nosso peito consegue, de novo, respirar esperança.

Dezessete mil rosas de gratidão para condecorar, promover e festejar esses bravos homens que, no exercício de sua profissão, não abdicaram de sua humanidade.

Onides Bonaccorsi Queiroz

rosas brancas

    (Foto: internet)



homens e rios se parecem!
21/03/2015, 19:31
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Um vídeo sobre o belíssimo texto de Elson Martins abordando a relação do povo amazônico com os rios. Produção de Rose Farias, edição de Adaildo Neto e narração de Onides Bonaccorsi Queiroz.