Verbo de ligação


Bom dia, meu amor!

Amanheceu chovendo. Ainda deitada quando me veio o pensamento de que, talvez, eu não precisasse acordar meu filho, à época com cinco anos, para ir à escola. Por que não deixar o bichinho dormindo, quentinho na cama?

Entretanto, eu não tinha a certeza de que aquela era a melhor atitude, e nisso me surgiu uma ideia: convoquei a sabedoria para me ajudar a refletir. Entendo que essa potencialidade vive em todas as pessoas e tem tanto poder quanto for cultivada.

Fiquei em silêncio durante alguns minutos, apenas ouvindo o som da minha respiração. A resposta não tardou, chegou suave e natural:

– Se ele não for encorajado a enfrentar uma simples chuva agora que é pequeno, como poderá desenvolver um caráter de autoconfiança e maturidade para encarar desafios mais complexos ao longo da vida?

Essa ponderação me pareceu muito razoável. Sobretudo num mundo em que os direitos são tão buscados e os deveres tão negligenciados, como se não fosse exatamente o equilíbrio entre essas duas forças que promovesse o bem-estar dos indivíduos e da sociedade.

Levantei-me, fui ao quarto dele e, com segurança, fiz a minha parte:

– Bom dia, meu amor!

Onides Bonaccorsi Queiroz

Rain

(Foto: internet – se for sua, avise-me)

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