Verbo de ligação


Ao delicioso som de Tim Maia
24/09/2016, 00:04
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Conto logo o que aconteceu depois, que é triste, mas dará mais sentido ao ocorrido. O moço faleceu a seguir, em acidente automobilístico. E o fato comoveu o bairro inteiro, tão querido ele era.

Pronto. Agora vem a parte feliz.

Eu o conhecia desde pequena, da escola. Ele estudava umas três classes adiante da minha. E apenas nos cumprimentávamos.

Reencontramo-nos depois, aos vinte e tantos anos, numa festa de convivas comuns, do outro lado da cidade. Era um ambiente animado e pacífico, regado a música boa.

Estava tudo tão descontraído que me animei a dançar com alguns amigos, o que não era meu hábito à época – uma das melhores coisas de se ter mais idade e experiência é perder os constrangimentos inúteis.

Ríamos e bailávamos com alegria. Quando vi, no vaivém das pessoas, o tal rapaz estava na minha frente, igualmente solto e amistoso. E aí tocou aquela canção deliciosa, ultradançante, do Tim Maia: “A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver dançando, quando a gente ama, não pensa em dinheiro, só se quer amar…”

Cantávamos e nos olhávamos como crianças contentes, tantos anos depois, como se enfim estivéssemos nos apresentando. Não havia qualquer clima de sedução, era algo muito desprendido, que apenas celebrava. Ficamos horas dançando, naquela comunhão festiva.

E eu recordo que quando, ao fim da festa, a música parou de tocar, nós nos aproximamos e nos olhamos com satisfação e amizade. Percebemos que tínhamos vivido um momento especial. Então, num abraço nos reverenciamos, sem uma palavra, como se disséssemos, mutuamente:

– Foi bom ter te conhecido melhor.

Desde então, todas as vezes que ouço aquela canção me lembro daquela noite e penso nele com carinho.

Onides Bonaccorsi Queiroz

timmaia

Viva Tim Maia! (Imagem: internet)



Bordões da ilusão
13/09/2016, 13:30
Filed under: Prosa

“Me faz feliz!”. Brada o frequente bordão da cultura popular romântica. Na canção. Na ficção. No imaginário. Nas relações humanas.

Como se fosse possível. Como se fosse verdadeiro. Como se o outro, tão humano quanto eu, tivesse poderes mágicos de me prover emocionalmente e de me pacificar a alma. Como se meu bem-estar dependesse dele, e não de mim.

Como se “eu preciso de você” fosse uma genuína e desapegada declaração de apreço e não um atestado de interesse utilitário. Como se “eu te amo” não fosse tantas vezes pronunciado, ainda que inconscientemente, com o fim de aprisionar o outro. E como se a chantagem não fosse filha do medo e, portanto, o exato contrário do amor.

Como se esse outro, em contrapartida à minha expectativa de satisfação garantida, não recebesse, ato contínuo, o direito de criar a sua, em relação a mim. Como se eu não fosse hipócrita, ao sustentá-la. Como se esse pacto não fizesse de nós escravos da ilusão e fadados à mendicância afetiva.

Mas, sobretudo, como se fosse necessariamente ruim estar só. Como se não houvesse um rico universo dentro de cada um, a ser descoberto, desfrutado – e, sim, também compartilhado. Como se experimentar a própria companhia fosse desagradável. E como se esse desconforto não fosse a verdadeira tragédia.

Onides Bonaccorsi Queiroz

les amants - rené magritte 1928.jpg

“Les amants”, 1928, René Magritte

 



A assustadora nova escola

Depois eu viveria muitas alegrias ali. Mas, no começo, a nova escola foi assustadora para mim. Tudo era amplo e me parecia ameaçador demais. Tão diferente do meu jardim de infância, acolhedor, onde tudo e todos eram conhecidos.

Agora o prédio tinha três andares, com longos corredores, escadas de cor cinza, tão frias, sem sol. E havia muitos rostos, todos estranhos. Eu, expatriada e profundamente desolada, só tinha vontade de chorar, sem saber o que sentia, aos seis anos de idade. E chorava.

O segundo dia foi terrível, ainda com a professora temporária, pois aquela que seria a minha querida Tia Márcia ainda não havia chegado. Insensível, a interina – ai! – resolveu implicar comigo. Sem se dar ao trabalho de aprender o meu nome, disse rispidamente:

– Hoje eu não quero choro nesta sala. Chega de choro, ouviu?

Claro que eu tinha ouvido. E tive vontade de aprofundar o pranto, pois aí é que o mal-estar me dominou. Mas devo ter bloqueado as lágrimas e ela deve ter se sentido muito competente em sua pedagogia castradora.

Aquele pode ter sido apenas um momento infeliz – quem não os tem? – mas sua atitude marcou meu coração de criança. A verdade é que eu a encontraria muitas vezes, ao longo dos oito anos que estudei lá, e nunca consegui lhe nutrir a menor simpatia.

Quando voltei para casa, disse a minha mãe:

– Eu não gosto daquela escola. Quando eu tô lá, só fico sentindo saudade da senhora.

Então, num momento de absoluta inspiração, mamãe fez a coisa certa. Teve uma atitude simples, poderosa e curativa, porque guiada pelo carinho. Algo que socorre a aflição imediata e evita que se instale, na criança, o sentimento crônico de rejeição e isolamento, responsável por atrair tantos sofrimentos vida afora.

Ela deixou, por um momento, todos os afazeres de lado, inclusive cuidar de sua mãe idosa e dos meus dois irmãos, e se focou em mim.

– É mesmo, filha? Você ficou com saudade de mim? Ah, então vem cá.

Pegou-me pela mão, sentou-se no sofá e me deitou com a cabeça sobre o seu colo. Eu fiquei muito contente por ela me acolher naquele momento. E já fui me sentindo melhor. Para um adulto, minha queixa poderia parecer sem maior importância, mas, internamente, eu atravessava um túnel de pavor e minha mãe estava me socorrendo.

Como fada, ela alisava meus cabelos, conversava comigo com voz tranquila, carinhosa, falando de coisas boas e sorrindo docemente. Com o contato corporal e afetivo, ela me prestou grande suporte. Eu pude, então, reconhecer meu porto seguro e retomar meu eixo emocional.

Aos poucos, fui ficando mais calma e mais segura. Mais forte para enfrentar a vida. Afinal, a minha mãe gostava de mim.

Onides Bonaccorsi Queiroz

escola assunção curitiba

Colégio Nossa Senhora da Assunção (Curitiba/PR)



Beijoqueiro
27/07/2016, 22:43
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Um dia, enquanto voz da professora discursava ao longe, Chico atentou para uma imagem que nunca mais esqueceria. O brinco na orelha de Maria Teresa.

Na sala de aula da escola rural, a carteira dela ficava na diagonal do olhar dele. Era tão delicada aquela orelha com brinquinho e eram tão brilhantes os cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo e tão aveludada a pele e tão redondos os olhos…

Chico soube de tudo isso sem pensar nisso. Mas viu o brinco e viu que a menina era bonita. Maria Teresa. Que rimava com princesa. Foi então que ela percebeu que ele reparava nela. E a princípio não pensou em nada, mas depois achou bom.

E passou a reparar nele também. Logo se aproximaram, junto a outros colegas. Ficavam tão contentes quanto embaraçados um na presença do outro, mas, a despeito de todo o encabulamento, aquela era a melhor hora do dia.

Então fizeram um esforço gigantesco e conseguiram conversar. Não havia importância nenhuma no que diziam, porque tudo o que queriam era proximidade.

Os amigos não tardaram a perceber o interesse mútuo e mal podiam vê-los se avizinhando para gritar, sem piedade, “beija, beija!”. Horríveis.

Um dia, por arranjo e incentivo de um companheiro mais espevitado, alguém a avisou que Chico estava atrás do prédio da escola, esperando para lhe dar um beijo. Na boca.

Um frio subiu pela espinha de Maria Teresa e ela pensou em sair correndo, mas, mesmo com as pernas trêmulas, preferiu ir ao encontro do menino, que não se achava em situação muito mais confortável.

Ele juntou um tanto de coragem e a abraçou. E, quando estavam juntinhos, Chico tocou seus lábios nos dela. E aí achou que seria, como os amigos haviam lhe dito, uma boa ideia fazer deslizar sua língua para dentro da boca da menina.

No começo ela teve um certo nojo, mas conseguiu deixar de pensar nisso e viu que era gostoso encostar a sua naquela língua. “Então, beijar é isso?”, pensaram silenciosamente.

Quando acabou, sentiram que havia acontecido algo íntimo entre eles. Entenderam, também, que já não eram crianças e isso lhes causou certo orgulho. Precisaram, ainda, de alguns momentos de cabeça baixa. Então a sineta tocou e saíram rapidamente dali.

No dia seguinte, ao se encontrarem na escola, não se olharam. Que por acaso alguém sabia o que fazer depois do primeiro beijo? Mas na saída para o recreio ele foi para trás do prédio. E ela viu. E o seguiu. E se beijaram de novo.

Ocorre que, nesse dia, João, o irmão de Chico, desconfiado, percebeu a arrumação e foi atrás. Ao ver o idílio dos dois, ele, que era mais velho e nem tinha namorada, não se conteve de inveja.

Na volta pra casa, andou os sete quilômetros da estrada azucrinando as ouças do menor, repreendendo-o, aterrorizando-o, adiantando que a mãe saberia de tudo e a peia seria das grandes.

Quando chegaram, o primogênito delatou o caçula, e o que fez a mãe? Aplicou sim uma sova no enxerido, onde é que já se viu, moleque beijar na boca? Que não se atrevesse mais!

A surra doeu. E o pior é que Chico nem sabia direito por que tinha apanhado. Que mal tinha beijar Maria Teresa? Era tão bom!

Na manhã que se seguiu, os irmãos foram à escola em silêncio. Em classe, ali estava ela. E o brinquinho, ai, o brinquinho na orelha dela. O rápido olhar dela. Maria Teresa.

No fim da aula, Chico saiu devagar e seus passos o levaram… para trás da escola. Os dela também. O irmão foi conferir. E viu o que queria ver. O topetudo beijando mais uma vez. Voltou protestando no caminho, contou pra mãe, que bateu de novo.

Na manhã seguinte, chegando à escola, Chico feliz da vida, antecipando o porvir. Que a mãe batesse o quanto quisesse. Ele iria beijar.

Onides Bonaccorsi Queiroz

brinco

(Foto: internet)



Escrever bem em quatro lições
25/07/2016, 14:25
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Há textos sofríveis, há textos corretos, há textos brilhantes e, entre essas categorias, uma gama de graduações. Mas de que depende a qualidade dos escritos?

Saber escrever não é um atributo mágico. Dom existe, é a facilidade para perceber como funciona o mecanismo sobre o qual se está debruçado. Mas todo fazer tem técnica e exige treinamento. No decorrer desse estudo, vale examinar alguns fatores determinantes para o resultado satisfatório do trabalho.

A começar, o domínio da linguagem. A linguagem é a ferramenta do comunicar. Precisa ser explorada e conhecida, e aí será manejada com competência. Quem deseja escrever bem, sobretudo profissionalmente, tem que mastigar diária e macrobioticamente a gramática e a ortografia.

Sem conhecer a função sintática das palavras e locuções dentro de uma frase, é difícil redigir com clareza, e o texto resultará truncado ou inconsistente. Sem identificar sujeito, predicado e objeto, não se aprende a utilizar a vírgula, nem a fazer concordâncias sensatas. Sem conhecer regência verbal e classes gramaticais, não se pode saber se ocorre crase. Tudo isso e muito mais constrói o sentido coerente do conteúdo que se comunica.

Afinal, também dentro do universo textual, as ideias são alinhavadas com o fio da lógica. Sem acatar esse princípio, qualquer boa ideia fica comprometida. Sem carregar essa virtude, qualquer escrito pode se tornar um engodo e incorre em desrespeito com o leitor, que está entregando o que tem de mais valioso: sua atenção e seu tempo. A contrapartida do redator é esforçar-se para garantir que esse indivíduo se sinta recompensado.

Ao longo do aprendizado, há que se prever que, gradativamente, as provas irão se tornando mais complexas. Porque linguagem é jogo, e, a exemplo de muitos deles, quanto mais se avança, mais elevado será seu nível de dificuldade.

Vale lembrar que um bom jogador acolhe os desafios, trabalha para vencê-los e se sente gratificado, pois sabe que da superação extrai trunfos – um texto de padrão superior, por exemplo. Sabe também que o jogo não acaba, que sempre há um conhecimento para ser conquistado e isso o instiga.

Resumindo: o intento é dominar a técnica e colocá-la ao próprio dispor, para se dizer o que se quer. A aquisição dessa capacidade gera genuína sensação de poder, autoconfiança e faz o redigir fluir com segurança.

Conhecer outros idiomas auxilia no processo. Especialmente se pertencerem a famílias linguísticas distintas. Cada língua tem um pulso e um arcabouço. Por serem diferentemente estruturadas, induzem a cognição a trilhar vias não convencionais e esse processo torna a mente mais vasta e flexível.

Exercitar a leitura é um segundo ponto fundamental. Será muito difícil ter prazer em manejar a linguagem se a pessoa não gosta de ler. É uma atividade que amplia horizontes e povoa a mente de possibilidades didáticas, vocabulares e imaginativas. Não bastasse, ler provoca vontade de escrever.

É bom que se leia textos de gêneros literários diversos. Cada um tem específicos objetivos e linguagens: crônicas, contos, artigos, poesias, reportagens, romances, cartas e até bulas de remédio, que os amantes das letras não enjeitam nada.

Ainda, que não se deixe de registrar o linguajar das ruas, nem de se reparar nos sotaques e na musicalidade das falas, o que também é uma forma de leitura, e das mais curiosas. Afinal, a linguagem é espelho da cultura.

Obviamente, é indispensável praticar a escrita, e esse é o terceiro ponto. Escrever é o exercício que se faz para ouvir o som do seu instrumento-texto.

É o momento em que se identifica em que pontos o fazer desliza ou emperra, e é quando se verifica o que se sente enquanto escreve, tanto pelo teor do texto quanto pelo exercício em si. Como todos os fazeres, é um dado de nosso relacionamento com a vida, e pode ser altamente eloquente, expressivo e terapêutico.

Com a produção esboçada, é conveniente ler e reler. Ler em voz alta, ou com os dedos nos ouvidos, atentando para o ritmo do que foi escrito.

Ah, se possível, que se deixe o texto “dormir”, o que significa largá-lo, abandoná-lo, esquecer-se dele por algumas horas, ou dias.

O certo é que, após uma noite de sono, ficamos renovados e nossa compreensão se modifica. No “dia seguinte”, com incrível facilidade, conseguimos esculpir o texto de forma mais apurada, fazendo as podas corretas e introduzindo o que lhe falta. Encontrando as palavras que nos escapavam e as ideias que concluem ou preenchem um raciocínio.

Já o quarto e último elemento fundamental na construção de um texto interessante são as boas ideias. E boas ideias só se tem refletindo, isto é, pensando ou meditando. A reflexão é o estofo do redigir.

Então é preciso estar alerta ao entorno, seja a casa, a sociedade, o planeta e o espaço sideral. E também conectado com o senso de interioridade e de existencialidade. Há uma profusão de informações nesses campos,a serem analisadas, cruzadas, relativizadas.

Daí surgem pensamentos estimulantes, inquietantes ou esclarecedores, que podem dar origem a textos originais e atraentes, que, afinal, é o que o redator qualificado busca.

Por fim, nada como poder se deleitar com uma produção textual inteligente e caprichosamente lavrada. O freguês agradece.

Onides Bonaccorsi Queiroz

clarice

A escritora Clarice Lispector (Foto: internet)



Preciosa
14/07/2016, 14:26
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Mantém as janelas abertas e a porta fechada. Observa, aprecia, contempla, confere. Fica alerta com todos os teus sentidos e intuição.

Deixa que tuas emoções respirem, mas guarda reserva sobre elas. Protege-te, tem zelo por ti.

Aprende a compreender do que tu gostas, escuta teu coração quando ele bate mais depressa. Há músicas, lugares, histórias e pessoas que causam isso na gente.

Se alguém te desperta a atenção, antes de tudo testemunha. Sente. Respira. Expressa gratidão à vida porque o afeto floresce em ti. É riqueza tua – não do outro.

Então acompanha discretamente seu movimento. O que diz não é tão importante. Mas como anda, como age, como olha? O que quer?

Só então decide. E, se for o caso, deixa que a sutileza de uma brisa lhe entregue aquele teu olhar mais terno.

Mas não te entretenhas com quem por aí distribui piscadelas, em busca de plateia. Deixa que produza o próprio alimento, ou que o busque em outras freguesias.

Tu, trabalha pelo teu sustento. Não peças nem aceites migalhas. Fortalece-te. Em todas as alegrias e tristezas, todas as descobertas que podes viver em tua casa interna. Deleita-te no mistério de ser mulher.

Canta, dança, ri, lê, escreve, pinta, cozinha, brinca, cuida, ama. Faz o que te faz bem, para sentires que viver vale a pena.  Empenha-te tanto quanto necessário para entenderes que és valiosa. Apaixona-te por ti. Que o mundo te trata como tu te tratas.

A porta, sem pressa, abre para que entre apenas o respeito, o brio e o carinho.

Onides Bonaccorsi Queiroz

ilustração internet

(Ilustração: internet)



Maranhão
05/07/2016, 17:33
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Eu amo a palavra “Maranhão”. Seu som é música ancestral para mim, pura e doce. Mar imenso, fartura aumentativa.

Palavra extensa como a saudade que trago de remotos tempos, quando naquele lugar vivi dias felizes. E palpitante como o afeto que carrego pelo povo de lá, cordial e humano.

Aos meus ouvidos soa também cheia de mistério, qualidade inerente ao mar, que, reparando bem, é terra e céu, matéria e espírito a um só tempo. Além-mar, amar, amor: que não nos falte o sal da vida.

Encravado entre o agreste e a floresta, Maranhão é também sertão e praia. Nele cabem cidades históricas com fachadas de azulejos de beleza desconcertante, túneis secretos e lendas antigas reverberando pelas alamedas. E cabem riachos e riachões límpidos, lagos azuis e cachoeiras surpreendentes.

Esse vocábulo me faz recordar, sobretudo, que eu erguia os olhos e via um homem confiante sorrindo, com seu chapéu de cangaceiro, firme em suas maranhenses raízes, orgulhoso de sua rica cultura. Meu pai.

No centro da aba dianteira, uma instrução brilhava: a estrela de seis pontas. Bússola na viagem em direção ao mar sagrado.

Onides Bonaccorsi Queiroz

mar

(Foto: internet)